• Mapas Raciais do Brasil

    Mapas Raciais do Brasil

    Essa nova fase do blog, agora teoricamente um site, mas que é carinhosamente chamado de blog, começa com uma série de mapas raciais de pontos do país inteiro.

    Até então, sempre fiz por município ou por estado, mas dessa vez vamos do maior para o menor: começamos pelo Brasil, depois pelos estados e então pelos municípios. A ordem ainda estou pensando, mas os mapas vão ser feitos e postados por aqui, sempre acompanhados de um post novo.

    Estou desenvolvendo outras coisas nesse meio tempo que em breve vão dar as caras por aqui.

    E sem mais delongas, vamos aos mapas. Eles foram elaborados de maneira semelhante aos anteriores: cada ponto representa uma pessoa, e foram utilizados dados do Censo de 2022. Fiz um com a população total e um para cada raça: brancos, pretos, amarelos, pardos e indígenas.

    Dessa vez não fiz no meu querido QGIS, porque não ia ser viável plotar 200 milhões de pontos. Usei Python, Dask (pra quem viu o post no LinkedIn), Parquet e muita ajuda do Sonnet 4 no VS Code.

    Agora sim, os mapas:


    (clique nas imagens para abrir em alta resolução)

    Todas as Pessoas
    Pessoas Brancas
    Pessoas Pardas
    Pessoas Pretas
    Pessoas Amarelas
    Pessoas Indígenas

    Logo mais teremos a continuação da série de mapas raciais.

    Até breve!

  • Desigualdades Espaciais – 10 anos depois

    Desigualdades Espaciais – 10 anos depois


    O primeiro post no Desigualdades Espaciais ocorreu em junho de 2015 e, desde lá, muita coisa aconteceu em consequência do blog. Quando iniciamos algo, nunca conseguimos imaginar o seu alcance e impacto, por mais esperançosos que sejamos.

    Conheci muita gente através do blog – ou melhor, eles me conheceram através do blog, e, a partir daí, eu os conheci. Sempre foi uma alegria quando recebia um contato para falar sobre o blog (confesso que, muitas vezes, respondia depois de algum tempo, dada a minha memória de milhões).

    Me formei em Geografia nesse meio tempo (já posso atualizar o about que dizia “futuro geógrafo”) e fiz o meu TGI sobre o blog, refletindo sobre tudo que foi a criação do blog, a inspiração para os posts e o quanto da vida vivida fez com que o blog existisse. Será que foi minha experiência de vida que fez com que o blog existisse, será que foi a USP, será que a Unicid, será que fui eu, será que foi um pouco de cada?

    Conheci pessoas incríveis e trabalhei em projetos sensacionais nesse meio tempo, com temas que nem imaginaria e com um alcance que vai muito além de mim. Fui reconhecido e premiado por isso.

    Os mapas foram utilizados para muitas finalidades: livros, artigos, trabalhos de faculdade, de escola, reportagens, materiais didáticos, referências bibliográficas, exposições e por aí vai.

    Acredito que essa sempre foi a minha ideia inicial quando comecei o blog: produzir os mapas e fornecer subsídios para os debates ou assuntos que estavam em voga no momento. Por isso, o blog teve momentos de maior produção e de menor produção, inclusive com um hiato de alguns anos, porque a ideia nunca foi escrever por escrever, e sim escrever quando fizesse sentido, com os mapas fazendo parte disso.

    E agora chegou a hora de voltar a escrever. Quase 10 anos depois do lançamento, o Desigualdades Espaciais inicial morre para renascer nesse novo Desigualdades Espaciais. O motivo de trocar do wordpress.com para o wordpress.org é tanto por questões técnicas quanto do coração.

    As técnicas são por maior liberdade de desenvolver aqui os novos projetos, que no antigo teriam grandes limitações. Já as do coração são por entender que o antigo blog cumpriu seu papel, foi o que me trouxe até aqui em diversos aspectos da vida, e agora entra para os anais da história. Então, não faria sentido importar o seu conteúdo para cá ou requentá-lo. Este é um desdobramento e continuação do antigo, sem perder sua essência, só um pouquinho mais tecnológico.

    Em breve, teremos posts abrindo a nova era do blog. Fiquem ligados!